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Softcover. Zustand: New. 1st Edition. New book, unread, in perfect condition. Text in Portuguese. Softcover, 96 pages, 15.2 x 11 x 0.5 cm, 170 g. Published by Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2026. 1st Edition. Resumo (em português): Redescoberta apà s mais de seis dà cadas, uma das novelas mais divertidas, inusitadas e originais da literatura brasileira. Um dos livros cult mais bem-guardados da literatura brasileira, O digno do homem (1957) retorna em formato de bolso pela Editora Ercolano e confirma Paulo Hecker Filho como um escritor capaz de provocar, divertir e desestabilizar com a mesma intensidade. A novela acompanha Justino, um homem convicto de que possuir "o maior do mundo" à condição para se tornar verdadeiramente digno de ser homem. A partir dessa premissa desconcertante, a narrativa mergulha numa masculinidade delirante e hilária, misturando estrelas de cinema, milionárias excêntricas, bispos ambÃguos e sociedades secretas dedicadas ao culto fálico. Com referências que vão de Sartre e Nietzsche a Freud e Camus, Paulo Hecker Filho transforma obsessão sexual e crÃtica social em uma sátira inusitada e original, irreverente e estranhamente contemporânea. No posfácio, o escritor e psicanalista Celso Gutfreind aponta a novela como uma antecipação de Philip Roth e seu complexo de Portnoy, ao retratar uma sociedade obcecada por desempenho e virilidade. Nascido no Rio Grande do Sul em 1926, Paulo Hecker Filho era conhecido como "o TerrÃvel Hecker" pela sua atividade como crÃtico literário, por isso, ganhou respeito de Drummond, Bandeira, Guimarães Rosa e Clarice Lispector. Se você gosta de leituras curtas, humor literário preciso, sátira social e ficção brasileira fora do à bvio, O digno do homem à o seu prà ximo livro.…

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paperback. SOBRE O LIVRO Pela primeira vez publicado no Brasil, o livro Cartas a um jovem bailarino reúne uma série de cartas escritas pelo artista francês Maurice Béjart (1927-2007), um dos maiores coreógrafos do século XX. A obra, traduzida por Roberto Borges, celebra a filosofia artística do autor e apresenta uma reflexão sobre a jornada do artista , os desafios que moldam a criação e a necessidade de viver plenamente para que a arte aconteça. Com ilustrações do artista visual Bruno Passos , o livro conta com sete cartas curtas e de fácil leitura, nas quais Béjart parte da dança para questionar a relação entre técnica e criação, forma e conteúdo na arte. A dança, para ele, não é apenas uma disciplina física, mas um caminho de autoconhecimento e transcendência. Influenciado pelo sufismo de Rumi e pela poesia persa, o coreógrafo vê a arte como uma ponte entre o visível e o invisível, entre o corpo e o espírito, entre o instante e a eternidade. "A arte vive de restrições às quais apenas o artista, no entanto, pode (e deve) impor a si mesmo; a liberdade é ilusão em estado primário, a disciplina é indispensável para encontrar, ao final de uma trajetória de renúncia, a verdadeira liberdade." Maurice Béjart Cartas a um jovem bailarino , Carta IV, p. 33 - SINOPSE Inspirado na obra Cartas a um jovem poeta , de Rainer Maria Rilke (1875-1926), Maurice Béjart estabelece, em Cartas a um jovem bailarino , um diálogo epistolar com um aspirante à dança e o orienta não apenas sobre a técnica, mas sobre a formação do espírito e da sensibilidade . Para ele, a arte nasce do encontro entre a experiência e a busca incessante por algo maior. Cada gesto, cada movimento, cada ideia tem raízes naquilo que o artista viveu, sentiu e compreendeu do mundo. Seguindo essa lógica, Béjart parte de experiências pessoais uma viagem à Índia, entrevistas a jornalistas, a criação de sua primeira companhia de dança, entre outras , para tecer reflexões reveladoras sobre a arte e o processo criativo . Reflexões que partem da dança, mas se aplicam à jornada de todo tipo de artista. Afinal, para Béjart, um grande artista é antes de tudo um grande homem; a grandeza na criação vem da grandeza da experiência, da entrega total àquilo que se faz, da capacidade de se abrir ao desconhecido e, a partir disso, construir algo que toque a essência do humano. - SOBRE O AUTOR Maurice Béjart (1927-2007) nasceu em Marselha, na França. Iniciou sua carreira como bailarino em 1946, em Vichy. A partir de 1955, começou a se destacar como coreógrafo, rompendo com as tradições do balé clássico. Sua versão de A sagração da primavera , com música de Igor Stravinski, conquistou enorme sucesso em 1959 em Bruxelas, onde no ano seguinte ele fundou o Ballet du XXe Siècle. Com essa companhia, viajou o mundo e criou algumas de suas obras mais icônicas, como Bolero , com música de Maurice Ravel, Missa para o tempo presente e O pássaro de fogo . Ao longo de sua carreira, trabalhou com grandes nomes da dança, entre eles Janine Charrat, Roland Petit e Martha Graham, e se destacou por evidenciar a figura masculina na dança. Béjart também dirigiu espetáculos de teatro, óperas e filmes e escreveu diversos livros. Em 2001, publicou Cartas a um jovem bailarino , no qual compartilha sua filosofia da dança e do processo criativo. Ao longo de sua carreira, Béjart desenvolveu uma abordagem filosófica e espiritual voltada para a dança fortemente influenciada pelo sufismo, tradição mística do Islã que valoriza a busca interior e a transcendência por meio da arte e do movimento. Para Béjart, a dança era uma forma de meditação em movimento, uma maneira de expressar o sagrado através do gesto.…

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Softcover. Zustand: New. 1st Edition. New book, unread, in perfect condition. Text in Portuguese. Softcover, 144 pages, 19 x 13 x 2.2 cm, 250 g. Published by Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2026. 1st Edition. Pre-order title: publication date 27/07/2026. Resumo (em português): Um romance bà lico irreverente, absurdo e profundamente provocador. Publicado originalmente em 1982, A guerra das bichas, do argentino Raúl Damonte (Copi), chega ao Brasil pela primeira vez. Mais de quatro dà cadas apà s sua publicação original, o livro continua surpreendendo pela irreverência e pela capacidade de transformar o desconforto em humor. Vindos de terras brasileiras e com um plano de dominação intergalática, a travesti intersexo Conceà çâo do Mundà e o temerário boyceta Vinicià da Luná desembarcam na França. Antes de conquistar o mundo, porà m, precisam tomar de assalto a vie en rose da classe mà dia gay e branca parisiense. Entre discos voadores, amazonas em fúria e personagens extravagantes, Copi cria uma espà cie de Jornada nas estrelas queer, misturando ficção cientÃfica e sátira social. O resultado à um romance que utiliza o exagero e o nonsense para provocar o leitor, lançando mão de temas como a violência e a formação de estereà tipos. Partindo da ideia de que, diante da iminência do desastre, talvez a melhor resposta seja rir dos absurdos à nossa frente, A guerra das bichas transforma o fim do mundo em matà ria-prima para uma narrativa tão desconcertante quanto divertida. Se você procura uma ficção queer marcada pelo humor, pela capacidade criativa e pela irreverência, A guerra das bichas à uma excelente opção.…

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paperback. Por Britney , ensaio da escritora francesa Louise Chennevière , traduzido por Debora Fleck, examina como o entretenimento global construiu e destruiu figuras femininas sob os holofotes. Publicado em 2024, três anos após a libertação de Britney Spears da tutela paterna, o livro chega ao Brasil como reflexão sobre violência de gênero, saúde mental e exposição midiática . Entrelaçando a trajetória da pop star Britney Spears, a escritora canadense Nelly Arcan e sua própria experiência, Chennevière revela como a objetificação feminina e a lógica da cultura do espetáculo reduzem mulheres a imagens consumíveis, silenciando suas vozes e descartando-as quando não se encaixam nas expectativas da mídia ou da moral social. Partindo de uma fotografia da infância e de memórias pessoais, a autora constrói um fluxo de consciência que conecta cultura pop e crítica social, investigando como o mundo assistiu, em tempo real, à ascensão e à queda de Britney Spears. Ao articular episódios icônicos da cantora à trajetória de Nelly Arcan, Chennevière propõe uma reflexão sobre poder, vulnerabilidade e os efeitos devastadores da exposição midiática. Mais do que um livro sobre uma estrela pop, Por Britney é leitura indispensável para quem se interessa por cultura, feminismo e crítica social, oferecendo ferramentas para compreender como o sofrimento feminino é transformado em entretenimento.…

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In den Warenkorbpaperback. SOBRE O LIVRO O Faminto: os dizeres de Shams de Tabriz é um romance histórico da escritora iraniana Nahal Tajadod, inédito no Brasil. Por meio de uma narrativa envolvente, a obra reconstrói o encontro transformador entre Maulana Jalal Al-Din Muhammad Balkhi mais conhecido como o poeta Rumi e Shams de Tabriz, o enigmático dervixe errante que o despertou para a poesia e a transcendência mística. Com elegância e sensibilidade, Tajadod recria esse momento entre os dois grandes personagens, que mudará a história de Rumi e Shams, bem como da poesia mundial. A autora entrelaça fatos históricos e uma narrativa lírica em primeira pessoa, na voz do próprio Shams. O Faminto não é apenas uma biografia romanceada, reconstruindo essa história de busca, amor místico e separação a partir dos dizeres do próprio Shams (referenciados à margem do texto); é também um convite ao leitor para uma experiência imersiva, na qual o sagrado e o profano se confundem em um percurso de transformação. Entre memórias, diálogos e reflexões, a narrativa pulsa com a beleza da poesia e a intensidade de uma jornada interior. A edição conta com tradução de Régis Mikail e prefácio do escritor e diretor de cinema Jean-Claude Carrière. As ilustrações são do artista visual iraniano Ali Boozari, cujos desenhos partem da caligrafia persa para representar os personagens que aparecem ao longo do livro traduzindo em imagens os significados mais profundos do texto. - SINOPSE Rumi, um dos maiores poetas sufi da história, encontrou-se com Shams em 1244, na praça principal de Damasco. Até então um erudito respeitado, o mestre Rumi ou Maulana, como é chamado viu sua vida virar do avesso com a chegada do andarilho que alegava ser feito de fogo. Dividida em três partes antes, durante e depois desse encontro , O Faminto conta a partir das palavras de Shams como fascínio e aprendizado mútuo construíram uma amizade profunda e inquietante. Inspirado pelo olhar visionário de Shams, Rumi foi conduzido ao êxtase da dança sufi (sama), no qual céu e terra se encontram, e à plenitude de sua poesia. Juntos, eles desenvolvem e aprofundam sua relação de mestre e discípulo, e embora a separação fosse inevitável, os versos imortais que nasceram dessa conexão de almas seguem atravessando os séculos. - SOBRE A AUTORA Nahal Tajadod é uma escritora e pesquisadora acadêmica nascida em 1960 em Terrã, no Irã. Em 1977 se mudou para a França, onde obteve um doutorado em chinês no Institut National des Langues et Civilisations Orientales (INALCO). Iniciada no sufismo ainda na infância, hoje Nahal estuda as contribuições iranianas para a civilização chinesa. Na literatura, escreveu diversos livros sobre a cultura persa, entre eles O Faminto: os dizeres de Shams de Tabriz, sua primeira obra traduzida para o português e lançada no Brasil.…

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In den Warenkorbpaperback. SOBRE O LIVRO Quando a morte se aproxima, imaginar é a última saída. Esta é a premissa do romance Viver dentro do fogo , obra mais recente de Antoine Volodine um dos nomes mais importantes da literatura francesa contemporânea , e que chega ao Brasil com tradução assinada por Julia da Rosa Simões. Mais do que um romance sobre guerra, Viver dentro do fogo é um tributo à potência criativa do ser humano . A partir da cena de um soldado prestes a ser atingido por uma bomba de napalm, Volodine constrói um mosaico de memórias inventadas e narrativas que desafiam a realidade: estepes ermas, clãs, banditismo, rituais xamânicos e figuras familiares fantásticas acompanham o protagonista na sua travessia entre a vida e a morte. Trata-se de uma explosão criativa que se torna um ato de insubmissão contra a finitude um manifesto pela criação, pois enquanto for possível criar, não estaremos inteiramente mortos. Entre o caos e o surrealismo, Volodine constrói uma obra em que humor, violência e beleza se fundem com maestria. Um romance ideal para leitores ávidos por distopias, relatos de um mundo já morto, metafísico e, sobretudo, histórias que mostram que, mesmo diante da morte, imaginar é o gesto mais radical . "E, bem, já que chegamos a esse ponto, melhor reagir. Afinal, para esse último estalo de agonia, em vez de assistir ao filme da minha vida, sequência apocalíptica que conheço de cor e que não vai me proporcionar nenhum prazer de descoberta, melhor compor um romance. Um pequeno romance gritado em ritmo acelerado, a toda velocidade. Às pressas. Era o que eu sabia fazer antes, não há motivo para que não consiga agora, ainda que as circunstâncias me impeçam de corrigir repetições e imperfeições. Viajar uma última vez. Dizer tudo, inventar tudo, não ceder ao desespero diante do indizível." Trecho de Viver dentro do fogo - SINOPSE O que fazemos quando só nos resta um segundo de vida? Em Viver dentro do fogo , esse instante se expande para conter mundos inteiros. Em meio a uma guerra, o soldado Sam vê uma bomba de napalm cair do céu. A morte avança sobre ele na forma de uma nuvem laranja incandescente. No tempo ínfimo que lhe resta, ele inventa histórias para povoar seu próprio fim: parentes-bruxas que colecionam homúnculos, as exéquias de um avô, deixado nu à mercê dos urubus, encontros em cemitérios de automóveis transformados em espaço de aprendizado. Ali, no coração das chamas, a imaginação não apenas resiste: ela se torna a própria vida . - SOBRE O AUTOR Antoine Volodine é um dos autores que compõem a corrente literária chamada de "pós-exotismo". Com uma obra romanesca que soma aproximadamente cinquenta títulos, o autor francês mescla elementos fantásticos e políticos, rejeitando o realismo em prol de um realismo mágico e de uma literatura engajada.…

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Paperback. SOBRE O LIVRO O conto A revolta dos bichos , escrito por Mykola Kostomárov , em tradução inédita do russo por Diego Moschkovich, é o primeiro livro em formato pocket da editora. A obra foi publicada em 1917 na revista literária Niva , cerca de três décadas após a morte do autor, enquanto o Império Russo assistia às greves bolcheviques às vésperas da Revolução Russa. A narrativa traz animais de fazenda como os personagens, tendo como protagonistas o touro e o cavalo em uma disputa contra o servo Omelko, fazendo transparecer uma crítica ao autoritarismo. Apesar das semelhanças com A revolução dos bichos , de George Orwell, publicado apenas em 1945, as fronteiras linguísticas e geográficas entre as duas histórias parecem descartar, porém, a ideia de inspiração ou de plágio da parte de Orwell. Apesar da fama de Kostomárov era um dos historiadores mais famosos do Império Russo , o texto permaneceu por muito tempo em esquecimento , sendo reeditado só em 1991. É possível constatar que se trata de uma obra inacabada, dando abertura a diversas interpretações . Críticas ao comunismo, fascismo, czarismo, entre outros "ismos", todas se encaixam na alegoria proposta por Kostomárov: uma história universal e relevante que fomenta o debate contemporâneo sobre as estruturas do poder . O tradutor Diego Moschkovcich assina ainda um posfácio, onde discorre sobre a trajetória de Mykola Kostomárov e contextualiza sua obra, revelando como ela reflete o momento histórico e político da época na Rússia e na Ucrânia. - SINOPSE Em A revolta dos bichos , conto precursor de A revolução dos bichos (George Orwell), os protagonistas também são os animais de uma fazenda. O servo Omelko relata em uma carta o que ouviu de cada espécie animal sobre os maus-tratos que recebem em uma fazenda. Liderados pelo touro e pelo cavalo , os chamados agitadores , os bandos se unem e uma revolução começa a tomar forma - SOBRE O AUTOR Mykola Kostomárov nasceu em 1817 na "Pequena Rússia", atual Ucrânia. Célebre historiador do século XIX, defendia a ideia de que era necessário incluir os camponeses e as massas populares na história, tornando-se, ao longo do século XX, um dos especialistas mais renomados nas diferentes revoltas camponesas contra o poder imperial russo . Abraçou ideais românticos, como o retorno à natureza e ao mundo camponês como forma de rebelião ao czarismo, e era um grande questionador do pan-eslavismo (ideia de que todos os eslavos constituíam uma só comunidade espiritual e cultural e que deveriam ser governados, portanto, por único soberano).…

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In den Warenkorbpaperback. SOBRE O LIVRO Em 25 anos de trajetória, a Cia. da Revista lançou 22 espetáculos e dois shows, passou por duas sedes e teve diversas formações artísticas. Não só: o grupo teatral paulistano foi um dos responsáveis por revitalizar o teatro de revista , que embora tenha sido o gênero mais popular do Brasil décadas atrás, há tempos vinha sendo marginalizado pela crítica e pela academia. É essa história que o livro Cia. da Revista 25 anos se propõe a contar. Escrita pelo ator, diretor, pesquisador e integrante da companhia João Victor Silva , a obra revisita as quase três décadas de carreira do grupo, desde sua fundação em 1997 pelo ator, diretor, cenógrafo e figurinista Kleber Montanheiro ao lançamento do musical João , em junho de 2025. De forma leve e envolvente, a jornada é narrada de forma cronológica, quadro a quadro, passando por cada espetáculo da companhia, entre eles A cor de Rosa , Kabarett , Ópera do malandro e Tatuagem . A narrativa entrelaça a história da Cia. da Revista à história do próprio teatro brasileiro e, entre uma série de fotografias, recortes de jornal e letras de músicas , destaca os desafios enfrentados pelos artistas da cena no país. Apesar de todos os entraves, a Cia. da Revista emergiu como força resistente e fez história ao combinar o teatro de revista a uma postura irreverente e um olhar crítico sobre a contemporaneidade. A consagrada pesquisadora Neyde Veneziano , também madrinha da companhia, assina o prefácio, em que relembra o primeiro encontro com Montanheiro e a potencialidade que a Cia. da Revista exalava já nos primeiros anos de percurso: "Muito além da fala, do canto e das antigas e ingênuas coreografias, esse teatro, proposto pelos jovens da Cia. da Revista, desmontaria sólidas regras e seguiria ao encontro de novas e modernas formas de expressão popular". Cia. da Revista 25 anos parte de uma pesquisa que não apenas constitui um registro histórico, mas também uma importante contribuição para os estudos sobre o teatro de revista na contemporaneidade. Trata-se de uma verdadeira celebração àqueles que nunca deixaram de acreditar no teatro brasileiro, em todas as suas formas. - SINOPSE Cia. da Revista 25 anos narra a trajetória do grupo de teatro de revista paulistano fundado em 1997, pelo ator, diretor, cenógrafo, figurinista e iluminador Kleber Montanheiro. A partir da cronologia dos 22 espetáculos lançados pela companhia de A cor da Rosa (1995) a João (2025) , a história relembra momentos como a primeira festa de arrecadação de recursos, a chegada dos grandes musicais à la Broadway no país, a vivência nas duas casa onde o grupo se estabeleceu incluindo a reforma que os próprios integrantes realizaram na antiga funilaria que se tornaria a sede atual , as estratégias de sobrevivência durante a pandemia de covid-19 e a retomada pós isolamento, com o lançamento da trilogia Conexão São Paulo-Pernambuco , que incluiu o estrondoso Tatuagem (2022). O livro destaca a revitalização do teatro de revista empreendida pela Cia. da Revista e o constante entrelaçamento das temáticas abordadas nos espetáculos aos acontecimentos da realidade brasileira, além de contextualizar a atuação do grupo na história do teatro no país, destacando os desafios vividos pelos artistas da cena. - SOBRE O AUTOR João Victor Silva nasceu em São Paulo, em 1996. É bacharel, mestre e doutorando em letras pela Universidade de São Paulo, onde pesquisa as relações entre o teatro musical estadunidense e o teatro de revista brasileiro . É ator e diretor e integra a Cia. da Revista desde 2021.…

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paperback. Livro O forno, de Kharità nov, Evguà ni. Editora: Editora Ercolano Ltda.

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paperback. Aquela que restou, romance de estreia da escritora búlgara Rene Karabash, à uma obra intensa que expõe as tensões entre identidade, tradição e liberdade. Traduzido do original búlgaro por Amà lia Bonfim e Rada Gankova, o livro já foi publicado em mais de doze idiomas, recebeu o Prêmio Elias Canetti de 2019 â" o mais prestigioso da Bulgária â" e à finalista do International Booker Prize de 2026, uma das premiações literárias mais importantes do mundo. A narrativa acompanha Bekia, que cresce tentando ocupar o lugar que o pai sempre imaginou para um filho homem, atà se deparar com o destino reservado Ãs mulheres de sua comunidade: o casamento arranjado. Para escapar, ela recorre a uma tradição radical dos Bálcãs e torna-se uma âvirgem juradaâ, passando a viver socialmente como um homem, assumindo direitos e responsabilidades masculinas. Ao fazer esse voto de castidade e se tornar Matia, desencadeia-se uma sucessão de acontecimentos irreversÃveis. Karabash constrà i um romance em que as lembranças e segredos do passado de Bekia se entrelaçam à sua vida adulta. Entre essas memà rias, o livro revela como estruturas patriarcais moldam e restringem as escolhas de mulheres, que são forçadas a criar estratà gias de sobrevivência dentro de sistemas que as oprimem. Em uma obra dolorosamente humana, Aquela que restou nos leva a refletir sobre o preço de se tornar quem se à e, acima de tudo, sobre o que permanece depois das escolhas mais difÃceis. âUma mulher na Albânia vale vinte bois, não olhe os homens nos olhos, não vá ao bar, cuide das crianças, lave, cozinhe, no máximo leve o leite à leiteria, matar Bekia foi a coisa mais sensata que eu poderia fazer.â Aquela que restou, p. 18.…

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paperback. SOBRE O LIVRO Memorando: Maximin, de Ricardo Domeneck vencedor do Prêmio Jabuti e do Prêmio Alphonsus de Guimaraens em 2024, ambos na categoria "poesia" , marca o retorno do poeta ao universo lírico que o consagrou. A edição, escrita e publicada em um gesto de ampliação e atualização da obra Odes a Maximin (Garupa, 2018), apresenta-se como um verdadeiro tributo à vitalidade da poesia LGBTI+ contemporânea. O estilo de Domeneck organizador da antologia Homem com homem: poesia homoerótica brasileira no século XXI combina elementos narrativos marcantes, como a fusão do erotismo com humor e ironia, e utiliza uma linguagem simultaneamente clássica e anárquica. Um dos destaques é a prosa inédita que abre o volume e complementa os poemas para coroar uma narrativa confessional sobre a relação romântica do poeta com seu muso, o jovem e irreverente Maximin. Apesar do contexto homossexual, Memorando: Maximin aborda um tema universal, a paixão, apresentando-se como um dos livros mais intensos, sensuais e formalmente ousados do autor. No posfácio, o poeta, tradutor e professor Matheus Guménin Barreto, descreve a edição como "uma combustão da língua e do corpo": o fogo que arde nos poemas se alastra também pelas margens da prosa, revelando a maturidade de um poeta que construiu um "hábitat próprio" dentro da literatura gay e da literatura contemporânea. É uma edição que chega para renovar o campo poético brasileiro com franqueza, inteligência e uma delícia de excessos. - SINOPSE Em uma Berlim reinventada pela imaginação poética, surge o jovem Maximin, uma figura mítica e magnética com quem o poeta desenvolve uma relação repleta, simultaneamente, de paixão e interesse. Dos clubes noturnos gays à penumbra dos quartos, o leitor é convidado a descobrir esta figura sedutora, que atrai homens cheios de desejo para sua órbita. Dos jogos de sedução à consumação amorosa, Domeneck explora, tanto na prosa bem-humorada que abre o volume, como nas odes cheias de lirismo, um erotismo que transita entre o melodrama e a austeridade, sem jamais ser leviano um erotismo que recupera, subverte e ilumina uma forma de amor sui-generis: a das relações de interesse, tensão e fascínio entre o "velhote" e o "novinho". - SOBRE O AUTOR Ricardo Domeneck é poeta, performer e escritor, autor de mais de dez livros de poemas e contos. Em 2024, conquistou o Prêmio Jabuti e o Prêmio Alphonsus de Guimaraens de Poesia, da Biblioteca Nacional, com Cabeça de galinha no chão de cimento (Editora 34). Organizou a antologia Homem com homem: Poesia homoerótica brasileira no século XXI, publicada pela Ercolano. Vive e trabalha em Berlim, onde desenvolve pesquisa poética e performática reconhecida internacionalmente.…

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paperback. SOBRE O LIVRO Quando a morte se aproxima,imaginaré a última saída. Esta é a premissa do romanceViver dentro do fogo, obra mais recente deAntoine Volodine um dos nomes mais importantes da literatura francesa contemporânea , e que chega ao Brasil com tradução assinada por Julia da Rosa Simões. Mais do que um romance sobre guerra,Viver dentro do fogoé umtributo à potência criativa do ser humano. A partir da cena de um soldado prestes a ser atingido por uma bomba de napalm, Volodine constrói um mosaico dememórias inventadase narrativas que desafiam a realidade: estepes ermas, clãs, banditismo, rituais xamânicos e figuras familiares fantásticas acompanham o protagonista na sua travessia entre a vida e a morte. Trata-se de uma explosão criativa que se torna um ato de insubmissão contra a finitude um manifesto pela criação, pois enquanto for possível criar, não estaremos inteiramente mortos. Entre o caos e o surrealismo, Volodine constrói uma obra em que humor, violência e beleza se fundem com maestria. Um romance ideal para leitores ávidos por distopias, relatos de um mundo já morto, metafísico e, sobretudo, histórias que mostram que, mesmo diante da morte,imaginar é o gesto mais radical. "E, bem, já que chegamos a esse ponto, melhor reagir. Afinal, para esse último estalo de agonia, em vez de assistir ao filme da minha vida, sequência apocalíptica que conheço de cor e que não vai me proporcionar nenhum prazer de descoberta, melhor compor um romance. Um pequeno romance gritado em ritmo acelerado, a toda velocidade. Às pressas. Era o que eu sabia fazer antes, não há motivo para que não consiga agora, ainda que as circunstâncias me impeçam de corrigir repetições e imperfeições. Viajar uma última vez. Dizer tudo, inventar tudo, não ceder ao desespero diante do indizível." Trecho deViver dentro do fogo - SINOPSE O que fazemos quando só nos resta um segundo de vida?EmViver dentro do fogo, esse instante se expande para conter mundos inteiros. Em meio a uma guerra, o soldado Sam vê uma bomba de napalm cair do céu. A morte avança sobre ele na forma de uma nuvem laranja incandescente. No tempo ínfimo que lhe resta, eleinventa históriaspara povoar seu próprio fim: parentes-bruxas que colecionam homúnculos, as exéquias de um avô, deixado nu à mercê dos urubus, encontros em cemitérios de automóveis transformados em espaço de aprendizado. Ali, no coração das chamas, a imaginação não apenas resiste:ela se torna a própria vida. - SOBRE O AUTOR Antoine Volodineé um dos autores que compõem a corrente literária chamada de"pós-exotismo". Com uma obra romanesca que soma aproximadamentecinquenta títulos, o autor francês mescla elementos fantásticos e políticos,rejeitando o realismoem prol de umrealismo mágico e de uma literatura engajada.…

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paperback. SOBRE O LIVRO Quando a morte se aproxima,imaginarà a última saÃda. Esta à a premissa do romanceViver dentro do fogo, obra mais recente deAntoine Volodineâ" um dos nomes mais importantes da literatura francesa contemporânea â", e que chega ao Brasil com tradução assinada por Julia da Rosa Simões. Mais do que um romance sobre guerra,Viver dentro do fogoà umtributo à potência criativa do ser humano. A partir da cena de um soldado prestes a ser atingido por uma bomba de napalm, Volodine constrà i um mosaico dememà rias inventadase narrativas que desafiam a realidade: estepes ermas, clãs, banditismo, rituais xamânicos e figuras familiares fantásticas acompanham o protagonista na sua travessia entre a vida e a morte. Trata-se de uma explosão criativa que se torna um ato de insubmissão contra a finitude â" um manifesto pela criação, pois enquanto for possÃvel criar, não estaremos inteiramente mortos. Entre o caos e o surrealismo, Volodine constrà i uma obra em que humor, violência e beleza se fundem com maestria. Um romance ideal para leitores ávidos por distopias, relatos de um mundo já morto, metafÃsico e, sobretudo, histà rias que mostram que, mesmo diante da morte,imaginar à o gesto mais radical. âE, bem, já que chegamos a esse ponto, melhor reagir. Afinal, para esse último estalo de agonia, em vez de assistir ao filme da minha vida, sequência apocalÃptica que conheço de cor e que não vai me proporcionar nenhum prazer de descoberta, melhor compor um romance. Um pequeno romance gritado em ritmo acelerado, a toda velocidade. Ãs pressas. Era o que eu sabia fazer antes, não há motivo para que não consiga agora, ainda que as circunstâncias me impeçam de corrigir repetições e imperfeições. Viajar uma última vez. Dizer tudo, inventar tudo, não ceder ao desespero diante do indizÃvel.â Trecho deViver dentro do fogo - SINOPSE O que fazemos quando sà nos resta um segundo de vida?EmViver dentro do fogo, esse instante se expande para conter mundos inteiros. Em meio a uma guerra, o soldado Sam vê uma bomba de napalm cair do cà u. A morte avança sobre ele na forma de uma nuvem laranja incandescente. No tempo Ãnfimo que lhe resta, eleinventa histà riaspara povoar seu prà prio fim: parentes-bruxas que colecionam homúnculos, as exà quias de um avà , deixado nu à mercê dos urubus, encontros em cemità rios de automà veis transformados em espaço de aprendizado. Ali, no coração das chamas, a imaginação não apenas resiste:ela se torna a prà pria vida. - SOBRE O AUTOR Antoine Volodineà um dos autores que compõem a corrente literária chamada deâpà s-exotismoâ. Com uma obra romanesca que soma aproximadamentecinquenta tÃtulos, o autor francês mescla elementos fantásticos e polÃticos,rejeitando o realismoem prol de umrealismo mágico e de uma literatura engajada.…

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Livro Viver dentro do fogo, de Volodine, Antoine. Editora: Editora Ercolano.

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paperback. SOBRE O LIVRO A peça de teatroHeliogábalo, deJean Genet(19101986), por muito tempo considerada perdida, foi recentemente descoberta em uma biblioteca nos Estados Unidos e ganha, agora, suaprimeira edição brasileira. Traduzida por Régis Mikail e Renato Forin Jr., a obra chega ao país pouco mais de um ano após sua primeira publicação na França, em edição crítica organizada pelo professor François Rouget. A obra foi escrita nos moldes do teatro clássico e apresenta a história ficcionalizada doimperador adolescente Heliogábalo(203222), figura histórica e lendária que promoveu um curto e turbulento reinado do Império Romano. Misturando tensão política, espiritualidade, misticismo e crítica social, Genet transforma o palácio imperial romano em um grande palco onde tudo é performance: o Império, a família, a fé e o poder. Heliogábaloquestiona a própria noção de verdade e os meandros da essência humana, temas centrais na obra do autor. Sem exigir conhecimento prévio sobre a Antiguidade, a peça fala com inquietanteatualidadeao abordar ditaduras infantilizadas, encenações reais ou virtuais da política, líderes místicos que orbitam entre o delírio e a autocracia, temas ressoam na trajetória desse déspota romano adolescente do decadentismo. O manuscrito, que dá origem à esta edição, foi encontrado na Houghton Library, da Universidade de Harvard, e foi produzido por Genet em 1942, período em que esteve preso em Fresnes. Segundo os críticos, foi o momento mais fecundo de sua criação, coincidindo com o início da redação do romanceNossa Senhora das Flores. A publicação conta ainda com prefácio do professor François Rouget, que contextualiza a peça dentro da obra e da vida de Jean Genet. - SINOPSE A obra traz à cena o imperador adolescenteHeliogábalo(203222), figura famosa por seu reinado turbulento, embora breve, no Império Romano. A peça parte do conflito entre Heliogábalo e seus familiares. Temendo os ímpetos descontrolados do neto, a avó e a tia se articulam para assassiná-lo e assim preservar o poder na família. A conspiração se desenrola enquanto o imperador se dedica a questões metafísicas, ao seu amor pelo cocheiro Aeginus e à dilapidação do Império. Transitando entre o masculino e o feminino, entre a devoção e a heresia,Heliogábalorepresenta, para Jean Genet, a encarnação de um desejo místico que tem o poder deconfrontar as estruturas políticas e familiares. - SOBRE O AUTOR Jean Genet, um dos grandes nomes daliteratura francesa do século XX, foi autor deromances, peças de teatro e ensaiosque marcaram o pensamento estético e político de seu tempo. Ativista das causas palestina e argelina, além de defensor dos direitos homossexuais, teve sua vida e obra estudadas por nomes como Jean-Paul Sartre, que lhe dedicou o ensaio monumentalSaint Genet. Entre suas obras mais conhecidas estãoAs criadas,O balcãoeNossa Senhora das Flores.…

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paperback. SOBRE O LIVRO De pé, tá pagoé o romance de estreia do escritor, roteirista e cineasta marfinenseGauz, que chega pela primeira vez ao público de língua portuguesa em uma edição inédita traduzida por Diogo Cardoso. O livro foi publicado originalmente na França em 2014 e sua edição em inglês foifinalista do International Booker Prize 2023. A obra parte de uma cena comum em Paris:homens negros, imigrantes de diferentes países africanos, sobem escadas de prédios comerciais em busca devagas como seguranças os chamados "de pé, tá pago", expressão que sintetiza a condição desses trabalhadores: o salário só é garantido se permanecerem de pé o dia todo. Do posto de segurança de lojas e grandes magazines, o narrador anônimo alter ego do próprio Gauz registra, comhumor sulfúrico e ironia afiada, o desfile de clientes, turistas, consumidores em geral e suas manias, seus hábitos, suas contradições. Ao fazer isso, o autor revisita e subverteteorias pseudocientíficascomo a fisiognomonia e a frenologia, expondo, com sarcasmo e comicidade, os estigmas raciais que permeiam as sociedades europeias contemporâneas. Para além do inventário bem-humorado da fauna urbana parisiense, o romance intercala essa observação cotidiana com uma narrativa que acompanha as trajetórias deKassoum e Ossiri dois marfinenses que chegam à França nos anos 1990 , Gauz constrói umacrônica da imigração africana, da herança colonialista europeia e das mudanças que impactaram profundamente os fluxos migratórios. Com uma escrita que oscila entre o deboche, a crônica social e a crítica contundente,De pé, tá pagooferece uma leitura que provoca, diverte e obriga a refletir. É, ao mesmo tempo, umasátira ferozdo consumismo, ummanifestocontra o racismo estrutural e umahomenagemàs diásporas africanas, com seus desafios, dores, estratégias de sobrevivência e potência cultural. "Todos que entraram desempregados nessas repartições sairão daqui como seguranças. Quem já tem alguma experiência na profissão sabe o que os aguarda nos próximos dias: ficar de pé o dia inteiro em uma loja, repetir a tediosa proeza do tédio, todos os dias, até receber o pagamento no final do mês. De pé, tá pago. E não é assim tão fácil quanto parece. Para aguentar o tranco nessa profissão, para manter o profissionalismo, para não cair no comodismo ocioso ou, ao contrário, no excesso de cuidado imbecil e na agressividade ressentida, é preciso ser capaz de esvaziar a mente de qualquer consideração que se coloque acima do instinto ou do reflexo espinhal, ou é preciso ter uma vida interior muito intensa. Ser um cretino inveterado também é uma boa opção. Cada um com seu método. Cada um com seus objetivos."Trecho deDe pé, tá pago - SINOPSE Um prédio de escritórios em Paris. Homens negros, imigrantes de diversos países africanos, sobem escadas e mais escadas em busca de vagas de emprego. Lá no alto, preenchem formulários e pegam seus uniformes: daquele momento em diante, e por tempo indeterminado, trabalharão comoseguranças. Essa é a imagem que introduz o leitor no universo dos "de pé, tá pago", trabalhadores que recebem seu salário depois de passar o dia inteiro de pé. A narrativa parte do ponto de vista de um segurança, que por meio decomentários sem filtros, retrata a clientela embriagada pelo consumo. O autor evoca ideias pseudocientíficas do século XIX em uma espécie de revanche literária recheada de humor cortante, às vezes até descomedido. Não há ressentimento, mas um olhar incisivo para as características sociais, psicológicas e idiossincráticas dos variados clientes. A essesverbetessulfurosos Gauz intercala umanarrativa intergeracional sobre a imigração da Costa do Marfim para a França, dos anos 1960 até o Onze de Setembro de 2001. A saga de Kassoum e Ossiri pela Paris dos anos 1990 se mostra como um prolongamento das experiências de seus amigos e familiares, com importantes atualizações: à medida que novas leis sobre imigração entram em vigor na Europa, muda o estatuto e aume.…

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paperback. SOBRE O LIVRO Antes que eu esqueçaé o premiado romance de estreia deAnne Pauly, uma das vozes mais proeminentes da literatura francesa contemporânea. Inédito no Brasil e publicado originalmente em 2019, o livro foi sucesso de público e crítica, tendo recebido os prêmios literáriosPrix du Livre InterePrix Robert Walser. Com tradução de Andréia Manfrin Alves, a obra é uma ficção inspirada em fatos biográficos, partindo de uma situação profundamente íntima a morte do pai para abordar questões universais como o luto, a memória e os vínculos familiares. A narradora, filha de um homem solitário do subúrbio parisiense, narra de forma original os dias que sucedem sua perda: a preparação da cerimônia fúnebre, os encontros com familiares distantes e a tarefa de esvaziar a casa paterna. Com uma prosa que alterna delicadeza, humor ácido e um olhar afetuoso, Pauly compõe um retrato familiar no período que antecede a morte, passando pelo luto e terminando com a morte do pai. Trata-se de uma narrativa ao mesmo tempo pessoal e coletiva, que escapa de clichês e idealizações, refletindo o próprio funcionamento da memória e o impacto emocional do luto.Antes que eu esqueçase impõe como um relato comovente e profundamente humano sobre a tentativa de compreender quem nos criou e o que permanece em nós após a perda. "Como resistir a rastrear cada cantinho para não perder nenhum dos fios ainda incandescentes da passagem dele por aqui?"Trecho deAntes que eu esqueça - SINOPSE Em meio a objetos, documentos e lembranças, a filha inicia um processo de reconstrução do pai pela memória. À primeira vista, a imagem do pai parece estar resumida às frustrações profissionais, aos vícios e à violência doméstica. Mas, com o desenrolar da narrativa, emerge uma figura mais complexa e, por vezes, ambígua: um homem afetivo à sua maneira, marcado por sonhos frustrados, preso em uma cadeira de rodas e tomado por uma solidão acachapante, consequência de uma doença terminal. - SOBRE A AUTORA Anne Paulyé escritora e ativista LGBTI+. Nasceu em 1974 na periferia de Paris e trabalhou como revisora de um escritório de advocacia antes de se dedicar à literatura.Antes que eu esqueçaé seu primeiro romance. Aclamado pela crítica e traduzido em diversas línguas, o livro conquistou o Prix du Livre Inter e o Prix Robert Walser em 2020. Atualmente, a autora trabalha em um novo romance, além de contos e uma peça de teatro em parceria com sete autores, incluindo Virginie Despentes, Paul B. Preciado e Julien Delmaire.…

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paperback. SOBRE O LIVRO Flor do asfaltoé uma compilação de entrevistas com a multiartista e ativista travestiClaudia Wonder, concedidas ao cineastaDácio Pinheiro. Em tom intimista, os depoimentos foram compilados entre 2003 e 2008, época em que Dácio produziu seu primeiro longa-metragem, o documentárioMeu Amigo Claudia(2009), sobre a vida e a obra da amiga. Com entrevista inéditas, o livro aprofunda e complementa a narrativa, revelando a personalidade multifacetada e a atuação de uma artista plural: ao longo de sua carreira, Claudia dublou divas em cabarés, participou de montagens no teatro de vanguarda com José Celso Martinez Corrêa, atuou em filmes cult, pornochanchadas, posou nua e marcou o rock alternativo paulistano com performances antológicas. Percorrendo toda a sua vida, a obra compõe um retrato raro do movimento LGBTI+ no Brasil neste período, com destaque para a cena cultural paulistana dos anos 1980 e 1990. A imagem da flor que brota no asfalto entre tantas adversidades, que dá título à publicação, era cara à própria Claudia. Afinal, essa alegoria reflete sua vida, na qual equilibrou delicadeza e força no combate às imposições de gênero, questionando sempre as intolerâncias e violências de um país na época tomado pelo regime militar. Claudia era avessa a todo tipo de rótulo e foi uma figura fundamental na luta pelos direitos LGBTI+ até seu falecimento, em 2010. Fartamente ilustrado comfotografias e recortes de jornais, o livro conta com prefácio da escritora Amara Moira, no qual destaca a importância de Claudia na pavimentação e ampliação de um caminho para as travestis do futuro; apresentação de Dácio Pinheiro, que narra detalhes sobre seu encontro com a artista e sobre a gravação do documentário; e posfácio do jornalista Neto Lucon, que revela como era a Claudia em seu cotidiano e como foram seus últimos momentos. A edição também é composta de depoimentos de amigos e personalidades que conviveram com a artista, poemas de Glauco Mattoso e uma crônica de Caio Fernando Abreu dedicados a ela. - SINOPSE A partir da voz da própria Claudia Wonder,Flor do asfaltonarra a vida da multiartista e militante desde seu nascimento em 1955, em São Paulo, até seu falecimento em 2010. Ao longo dos capítulos, Claudia aborda sua vida pessoal e profissional e conta sobre como se entendeu travesti e como, prestes a fazer 50 anos, descobriu que havia nascido como pessoa intersexo. Repleta de dúvidas e nuances, sua relação com o próprio gênero se reflete em sua carreira. A artista relata suas primeiras apresentações fazendo dublagens em cabarés e sobre suas intervenções cirúrgicas, em um momento no qual apenas travestis com seios eram contratadas para os shows. Claudia atuou em pornochanchadas, filmes pornôs e posou nua em uma revista masculina, mas sempre quis mais do que se esperava de artistas travestis. Foi no rock, como cantora, que se encontrou como artista autoral. Teve várias bandas, realizou a performance apoteóticaO vômito do mitonuma banheira cheia de groselha, numa clara alusão ao sangue e à devastação causada pelo HIV, e se consagrou como figura lendária da cena underground paulistana. A Europa dos anos 1980 e 1990, os sets de cinema, a redação da revista G Magazine, o Teatro Oficina e os inferninhos da capital paulistana são apenas alguns dos cenários por onde Claudia Wonder desfila ao narrar sua história neste compilado. Suas falas revelam que, embora forte e ousada, Claudia era um ser humano comum, com suas próprias idiossincrasias; também um ser humano complexo como as próprias flores. E, se nessa flor há algo de maravilhoso no sentido original do termo, algo assombroso e notório wonderful, em inglês , é sua coragem. "Acho que se criou uma aura, um mito, em torno dessa personagem Claudia Wonder no rock dos anos 80. Eu era muito maldita pra ser aceita. Eu me considero uma ilustre desconhecida, porque muita gente ouve falar de mim, é uma coisa de lenda, de história, mas não me conhece pessoalmente."Claudia Wonder - SOB.…

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paperback. SOBRE O LIVRO De pé, tá pago é o romance de estreia do escritor, roteirista e cineasta marfinense Gauz , que chega pela primeira vez ao público de língua portuguesa em uma edição inédita traduzida por Diogo Cardoso. O livro foi publicado originalmente na França em 2014 e sua edição em inglês foi finalista do International Booker Prize 2023 . A obra parte de uma cena comum em Paris: homens negros , imigrantes de diferentes países africanos, sobem escadas de prédios comerciais em busca de vagas como seguranças os chamados "de pé, tá pago", expressão que sintetiza a condição desses trabalhadores: o salário só é garantido se permanecerem de pé o dia todo. Do posto de segurança de lojas e grandes magazines, o narrador anônimo alter ego do próprio Gauz registra, com humor sulfúrico e ironia afiada , o desfile de clientes, turistas, consumidores em geral e suas manias, seus hábitos, suas contradições. Ao fazer isso, o autor revisita e subverte teorias pseudocientíficas como a fisiognomonia e a frenologia, expondo, com sarcasmo e comicidade, os estigmas raciais que permeiam as sociedades europeias contemporâneas. Para além do inventário bem-humorado da fauna urbana parisiense, o romance intercala essa observação cotidiana com uma narrativa que acompanha as trajetórias de Kassoum e Ossiri dois marfinenses que chegam à França nos anos 1990 , Gauz constrói uma crônica da imigração africana , da herança colonialista europeia e das mudanças que impactaram profundamente os fluxos migratórios. Com uma escrita que oscila entre o deboche, a crônica social e a crítica contundente, De pé, tá pago oferece uma leitura que provoca, diverte e obriga a refletir. É, ao mesmo tempo, uma sátira feroz do consumismo, um manifesto contra o racismo estrutural e uma homenagem às diásporas africanas, com seus desafios, dores, estratégias de sobrevivência e potência cultural. "Todos que entraram desempregados nessas repartições sairão daqui como seguranças. Quem já tem alguma experiência na profissão sabe o que os aguarda nos próximos dias: ficar de pé o dia inteiro em uma loja, repetir a tediosa proeza do tédio, todos os dias, até receber o pagamento no final do mês. De pé, tá pago. E não é assim tão fácil quanto parece. Para aguentar o tranco nessa profissão, para manter o profissionalismo, para não cair no comodismo ocioso ou, ao contrário, no excesso de cuidado imbecil e na agressividade ressentida, é preciso ser capaz de esvaziar a mente de qualquer consideração que se coloque acima do instinto ou do reflexo espinhal, ou é preciso ter uma vida interior muito intensa. Ser um cretino inveterado também é uma boa opção. Cada um com seu método. Cada um com seus objetivos." Trecho de De pé, tá pago - SINOPSE Um prédio de escritórios em Paris. Homens negros, imigrantes de diversos países africanos, sobem escadas e mais escadas em busca de vagas de emprego. Lá no alto, preenchem formulários e pegam seus uniformes: daquele momento em diante, e por tempo indeterminado, trabalharão como seguranças . Essa é a imagem que introduz o leitor no universo dos "de pé, tá pago", trabalhadores que recebem seu salário depois de passar o dia inteiro de pé. A narrativa parte do ponto de vista de um segurança, que por meio de comentários sem filtros , retrata a clientela embriagada pelo consumo. O autor evoca ideias pseudocientíficas do século XIX em uma espécie de revanche literária recheada de humor cortante, às vezes até descomedido. Não há ressentimento, mas um olhar incisivo para as características sociais, psicológicas e idiossincráticas dos variados clientes. A esses verbetes sulfurosos Gauz intercala uma narrativa intergeracional sobre a imigração da Costa do Marfim para a França , dos anos 1960 até o Onze de Setembro de 2001. A saga de Kassoum e Ossiri pela Paris dos anos 1990 se mostra como um prolongamento das experiências de seus amigos e familiares, com importantes atualizações: à medida que novas leis sobre imigração entram em vigor na Europa, muda o estatuto e aumentam as mazelas dos indocumentados. - SOBRE O AUTOR Gauz nasceu em 1971, em Abidjan, capital da Costa do Marfim . Formado em bioquímica, mudou-se para Paris, onde viveu como imigrante indocumentado e trabalhou como segurança, experiência que inspirou diretamente De pé, tá pago , seu primeiro romance. Além de escritor, é roteirista, cineasta, jornalista e fotógrafo. Seu trabalho transita entre diferentes linguagens, sempre com foco nas questões sociais, culturais e políticas ligadas à África e à diáspora africana .…

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paperback. SOBRE O LIVRO A peça de teatro Heliogábalo , de Jean Genet (19101986), por muito tempo considerada perdida, foi recentemente descoberta em uma biblioteca nos Estados Unidos e ganha, agora, sua primeira edição brasileira . Traduzida por Régis Mikail e Renato Forin Jr., a obra chega ao país pouco mais de um ano após sua primeira publicação na França, em edição crítica organizada pelo professor François Rouget. A obra foi escrita nos moldes do teatro clássico e apresenta a história ficcionalizada do imperador adolescente Heliogábalo (203222), figura histórica e lendária que promoveu um curto e turbulento reinado do Império Romano. Misturando tensão política, espiritualidade, misticismo e crítica social, Genet transforma o palácio imperial romano em um grande palco onde tudo é performance: o Império, a família, a fé e o poder. Heliogábalo questiona a própria noção de verdade e os meandros da essência humana, temas centrais na obra do autor. Sem exigir conhecimento prévio sobre a Antiguidade, a peça fala com inquietante atualidade ao abordar ditaduras infantilizadas, encenações reais ou virtuais da política, líderes místicos que orbitam entre o delírio e a autocracia, temas ressoam na trajetória desse déspota romano adolescente do decadentismo. O manuscrito, que dá origem à esta edição, foi encontrado na Houghton Library, da Universidade de Harvard, e foi produzido por Genet em 1942, período em que esteve preso em Fresnes. Segundo os críticos, foi o momento mais fecundo de sua criação, coincidindo com o início da redação do romance Nossa Senhora das Flores . A publicação conta ainda com prefácio do professor François Rouget, que contextualiza a peça dentro da obra e da vida de Jean Genet. - SINOPSE A obra traz à cena o imperador adolescente Heliogábalo (203222), figura famosa por seu reinado turbulento, embora breve, no Império Romano. A peça parte do conflito entre Heliogábalo e seus familiares. Temendo os ímpetos descontrolados do neto, a avó e a tia se articulam para assassiná-lo e assim preservar o poder na família. A conspiração se desenrola enquanto o imperador se dedica a questões metafísicas, ao seu amor pelo cocheiro Aeginus e à dilapidação do Império. Transitando entre o masculino e o feminino, entre a devoção e a heresia, Heliogábalo representa, para Jean Genet, a encarnação de um desejo místico que tem o poder de confrontar as estruturas políticas e familiares . - SOBRE O AUTOR Jean Genet , um dos grandes nomes da literatura francesa do século XX , foi autor de romances, peças de teatro e ensaios que marcaram o pensamento estético e político de seu tempo. Ativista das causas palestina e argelina, além de defensor dos direitos homossexuais, teve sua vida e obra estudadas por nomes como Jean-Paul Sartre, que lhe dedicou o ensaio monumental Saint Genet . Entre suas obras mais conhecidas estão As criadas , O balcão e Nossa Senhora das Flores .…

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paperback. SOBRE O LIVRO Flor do asfalto é uma compilação de entrevistas com a multiartista e ativista travesti Claudia Wonder , concedidas ao cineasta Dácio Pinheiro . Em tom intimista, os depoimentos foram compilados entre 2003 e 2008, época em que Dácio produziu seu primeiro longa-metragem, o documentário Meu Amigo Claudia (2009), sobre a vida e a obra da amiga. Com entrevista inéditas, o livro aprofunda e complementa a narrativa, revelando a personalidade multifacetada e a atuação de uma artista plural: ao longo de sua carreira, Claudia dublou divas em cabarés, participou de montagens no teatro de vanguarda com José Celso Martinez Corrêa, atuou em filmes cult, pornochanchadas, posou nua e marcou o rock alternativo paulistano com performances antológicas. Percorrendo toda a sua vida, a obra compõe um retrato raro do movimento LGBTI+ no Brasil neste período, com destaque para a cena cultural paulistana dos anos 1980 e 1990. A imagem da flor que brota no asfalto entre tantas adversidades, que dá título à publicação, era cara à própria Claudia. Afinal, essa alegoria reflete sua vida, na qual equilibrou delicadeza e força no combate às imposições de gênero, questionando sempre as intolerâncias e violências de um país na época tomado pelo regime militar. Claudia era avessa a todo tipo de rótulo e foi uma figura fundamental na luta pelos direitos LGBTI+ até seu falecimento, em 2010. Fartamente ilustrado com fotografias e recortes de jornais , o livro conta com prefácio da escritora Amara Moira, no qual destaca a importância de Claudia na pavimentação e ampliação de um caminho para as travestis do futuro; apresentação de Dácio Pinheiro, que narra detalhes sobre seu encontro com a artista e sobre a gravação do documentário; e posfácio do jornalista Neto Lucon, que revela como era a Claudia em seu cotidiano e como foram seus últimos momentos. A edição também é composta de depoimentos de amigos e personalidades que conviveram com a artista, poemas de Glauco Mattoso e uma crônica de Caio Fernando Abreu dedicados a ela. - SINOPSE A partir da voz da própria Claudia Wonder, Flor do asfalto narra a vida da multiartista e militante desde seu nascimento em 1955, em São Paulo, até seu falecimento em 2010. Ao longo dos capítulos, Claudia aborda sua vida pessoal e profissional e conta sobre como se entendeu travesti e como, prestes a fazer 50 anos, descobriu que havia nascido como pessoa intersexo. Repleta de dúvidas e nuances, sua relação com o próprio gênero se reflete em sua carreira. A artista relata suas primeiras apresentações fazendo dublagens em cabarés e sobre suas intervenções cirúrgicas, em um momento no qual apenas travestis com seios eram contratadas para os shows. Claudia atuou em pornochanchadas, filmes pornôs e posou nua em uma revista masculina, mas sempre quis mais do que se esperava de artistas travestis. Foi no rock, como cantora, que se encontrou como artista autoral. Teve várias bandas, realizou a performance apoteótica O vômito do mito numa banheira cheia de groselha, numa clara alusão ao sangue e à devastação causada pelo HIV, e se consagrou como figura lendária da cena underground paulistana. A Europa dos anos 1980 e 1990, os sets de cinema, a redação da revista G Magazine, o Teatro Oficina e os inferninhos da capital paulistana são apenas alguns dos cenários por onde Claudia Wonder desfila ao narrar sua história neste compilado. Suas falas revelam que, embora forte e ousada, Claudia era um ser humano comum, com suas próprias idiossincrasias; também um ser humano complexo como as próprias flores. E, se nessa flor há algo de maravilhoso no sentido original do termo, algo assombroso e notório wonderful , em inglês , é sua coragem. "Acho que se criou uma aura, um mito, em torno dessa personagem Claudia Wonder no rock dos anos 80. Eu era muito maldita pra ser aceita. Eu me considero uma ilustre desconhecida, porque muita gente ouve falar de mim, é uma coisa de lenda, de história, mas não me conhece pessoalmente." Claudia Wonder - SOBRE O AUTOR Dácio Pinheiro é cineasta e produtor. Dirigiu e produziu diversos projetos independentes, entre eles os documentários Eletrônica:Mentes (2019) e Lenita (2023), e o premiado curta de ficção O aniversário do seu Lair (2022). Entre seus trabalhos mais destacados está seu primeiro longa-metragem, intitulado Meu amigo Claudia (2009) e premiado em festivais como Mix Brasil e LesGaiCineMad. O documentário narra a trajetória de Claudia Wonder através de imagens exclusivas, entrevistas com a própria artista e com personalidades que conviveram com ela, como José Celso Martinez Corrêa, Kid Vinil e Grace Gianoukas. Claudia Wonder: Flor do asfalto é seu primeiro livro.…

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paperback. SOBRE O LIVRO O primeiro volume de Hugo de Carvalho Ramos Obras reunidas apresenta o conjunto de contos intitulado Tropas e boiadas (1917), obra mais conhecida do autor goiano e a única publicada em vida. Trata-se de histórias que evocam aventuras e causos de um mundo agrícola bem anterior ao agronegócio brasileiro atual, sem cair, porém, no chavão regionalista da "cor local". De sua primeira publicação, a coletânea logo chamou a atenção de grandes escritores brasileiros , como Monteiro Lobato (que viria a publicá-lo), Mário de Andrade e Guimarães Rosa. O volume reúne também uma série de poesias do autor, nas quais se percebe sua verve religiosa, quase mística, para além do catolicismo tradicional brasileiro. Tal produção é contextualizada por textos críticos do cineasta e pesquisador Lázaro Ribeiro, que retraça elementos biográficos do autor e os traz à luz; do poeta Ricardo Domeneck, em uma reflexão da obra poética do autor no contexto da poesia contemporânea; e da pesquisadora especialista na obra de Hugo, Albertina Vicentini, que estabelece paralelos inéditos entre o contexto sócio literário desses escritos com a atualidade. O livro compõe o box Hugo de Carvalho Ramos Obras reunidas , o primeiro lançamento de literatura brasileira da editora, que se propõe a resgatar a figura pouco conhecida do escritor goiano, promovendo um novo olhar para sua obra tão diversa. - SINOPSE A coletânea Tropas e boiadas (1917) apresenta uma série de contos situados num mundo agrícola e interiorano do passado. Com recursos da oralidade, os textos do escritor remetem à arte de "contar causos", em narrativas encaixadas em meio a retratos e paisagens que evitam o clichê regionalista ou personagens planos. Para além da originalidade dos temas abordados, esses contos-paisagens recriam o léxico dos boiadeiros e trazem a estética do grotesco. O livro conta também com as poesias de Hugo, em cujos versos o autor recorre a um lirismo embebido de romantismo, já um pouco ultrapassado em sua época, e de elementos mais inovadores do simbolismo. Ao mesmo tempo, porém, é possível notar um escritor atento às vanguardas europeias que começavam a despontar no início do século XX. - SOBRE O AUTOR Hugo de Carvalho Ramos (1895-1921) nasceu em Goiás e é talvez uma das penas mais originais e desconhecidas da literatura brasileira. Desde a infância, o autor devorava tudo o que lhe caía nas mãos: referências clássicas da Antiguidade, grandes e pequenos nomes do romance europeu, além de lendas e mitos nórdicos e celtas bem como asiáticos. Unindo diversos mundos, mas privilegiando a realidade ora arcádica, ora brutal de seu cerrado natal, e recorrendo a um léxico ao mesmo tempo "caipira" e altamente erudito, Hugo soube representar com talento extraordinário as questões mais profundas e obscuras da alma humana a ponto de desafiar classificações. Nesse sentido, a obra de Hugo de Carvalho Ramos ultrapassa certo limbo do chamado pré-modernismo. Os múltiplos focos narrativos e a riqueza de detalhes tornam os textos ora algo semelhante a pinturas escritas, ora a ensaios. A produção bastante diversa de Hugo, que compreende contos, poesias, ensaios e cartas, revela que o escritor sorveu ao máximo as referências da literatura internacional sem deixar de contemplar o cerne do Brasil e sua realidade agrária através de um viés psicológico refinado, evitando o clichê do regionalismo naturalista. Vivia entre Goiás e Rio de Janeiro, onde se formou advogado, e era um jovem deprimido, supostamente homossexual e que costumava queimar alguns de seus manuscritos. Apesar disso, deixou uma série de textos que, permeados por uma estranheza perdida em algum lugar entre o anti-herói romanesco e os habitantes de "Goyaz", entre o saci e o Werther de Goethe, tornaram-se influência para outros grandes brasileiros, como Guimarães Rosa e Mário de Andrade e que merecem ser trazidos de volta à luz.…

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paperback. SOBRE O LIVRO Da próxima vez que você cair do cavalo é o romance de estreia de Panayotis Pascot, best-seller na França, com mais de 350 mil cópias vendidas. O ator e humorista francês já havia conquistado seu país natal com apresentações de stand-up comedy, entre elas Quase, disponível na Netflix do Brasil, mas foi com sua escrita, brutalmente honesta e comovente, que alcançou um novo patamar. Aclamado pela crítica francesa, Pascot foi comparado a autores como Emmanuel Carrère e Hervé Guibert, e descrito como "o fenômeno da temporada" (Le Parisien), com uma prosa "sincera a ponto de tirar o fôlego" (Le Point). A narrativa, traduzida por Francesca Angiolillo, tem como ponto de partida a notícia de que o pai do autor está gravemente doente. A partir disso, Pascot se vê diante de uma urgência impossível de ignorar. No entanto, não é com o pai que ele tenta se acertar é consigo mesmo. E é pela escrita que essa reconciliação, dolorosa e libertadora, se constrói. Na busca desesperada por significado e por alívio, narrada com coragem, humor e franqueza que desarmam o leitor, o livro perpassa três feridas fundadoras na vida do jovem escritor: a relação truncada com o pai, a aceitação da homossexualidade e a convivência com a depressão. É um relato que disseca com precisão as dores da perda, da identidade e do amadurecimento. "Esse livro me dá medo. O processo de escrita foi dolorido. Meu pai anunciou que ia morrer dentro de pouco tempo, e comecei a escrever. Três anos de pente-fino: meus relacionamentos, meus pensamentos paranoicos, a relação esquisita que tenho com meu pai, tudo isso jogado no papel. Atribuí a mim mesmo o objetivo de matá-lo antes que ele morresse. Essa é a história de alguém que está tentando matar. A si mesmo, ou ao pai no fim das contas, dá na mesma." Panayotis Pascot - SINOPSE Em Da próxima vez que você cair do cavalo, Panayotis Pascot percorre suas angústias com rara lucidez. Por meio de uma escrita honesta e direta, com lampejos de ternura e humor, ele investiga a dificuldade em aceitar sua homossexualidade, a distância afetiva do pai, os relacionamentos que o marcaram e a sensação de estar sempre à margem do que se espera de um "homem". Seu relato é uma confissão sem maquiagem, que expõe as fragilidades de um jovem amadurecendo diante da doença do pai e a perda iminente e que, ao fazê-lo, oferece ao leitor um espelho raro e necessário. - SOBRE O AUTOR Panayotis Pascot é ator, humorista, roteirista e diretor. Estreou na televisão francesa aos 17 anos, tornou-se uma das grandes revelações da comédia no país e apresenta-se atualmente com seu espetáculo Quase, disponível na Netflix. Da próxima vez que você cair do cavalo, um fenômeno literário na França, é seu primeiro livro.…

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In den WarenkorbSOBRE O LIVRO Pela primeira vez publicado no Brasil, o livro Cartas a um jovem bailarino reúne uma série de cartas escritas pelo artista francês Maurice Béjart (1927-2007), um dos maiores coreógrafos do século XX. A obra, traduzida por Roberto Borges, celebra a filosofia artística do autor e apresenta uma reflexão sobre a jornada do artista, os desafios que moldam a criação e a necessidade de viver plenamente para que a arte aconteça. Com ilustrações do artista visual Bruno Passos, o livro conta com sete cartas curtas e de fácil leitura, nas quais Béjart parte da dança para questionar a relação entre técnica e criação, forma e conteúdo na arte. A dança, para ele, não é apenas uma disciplina física, mas um caminho de autoconhecimento e transcendência. Influenciado pelo sufismo de Rumi e pela poesia persa, o coreógrafo vê a arte como uma ponte entre o visível e o invisível, entre o corpo e o espírito, entre o instante e a eternidade. "A arte vive de restrições às quais apenas o artista, no entanto, pode (e deve) impor a si mesmo; a liberdade é ilusão em estado primário, a disciplina é indispensável para encontrar, ao final de uma trajetória de renúncia, a verdadeira liberdade."Maurice BéjartCartas a um jovem bailarino, Carta IV, p. 33 - SINOPSE Inspirado na obra Cartas a um jovem poeta, de Rainer Maria Rilke (1875-1926), Maurice Béjart estabelece, em Cartas a um jovem bailarino, um diálogo epistolar com um aspirante à dança e o orienta não apenas sobre a técnica, mas sobre a formação do espírito e da sensibilidade. Para ele, a arte nasce do encontro entre a experiência e a busca incessante por algo maior. Cada gesto, cada movimento, cada ideia tem raízes naquilo que o artista viveu, sentiu e compreendeu do mundo. Seguindo essa lógica, Béjart parte de experiências pessoais uma viagem à Índia, entrevistas a jornalistas, a criação de sua primeira companhia de dança, entre outras , para tecer reflexões reveladoras sobre a arte e o processo criativo. Reflexões que partem da dança, mas se aplicam à jornada de todo tipo de artista. Afinal, para Béjart, um grande artista é antes de tudo um grande homem; a grandeza na criação vem da grandeza da experiência, da entrega total àquilo que se faz, da capacidade de se abrir ao desconhecido e, a partir disso, construir algo que toque a essência do humano. - SOBRE O AUTOR Maurice Béjart (1927-2007) nasceu em Marselha, na França. Iniciou sua carreira como bailarino em 1946, em Vichy. A partir de 1955, começou a se destacar como coreógrafo, rompendo com as tradições do balé clássico. Sua versão de A sagração da primavera, com música de Igor Stravinski, conquistou enorme sucesso em 1959 em Bruxelas, onde no ano seguinte ele fundou o Ballet du XXe Siècle. Com essa companhia, viajou o mundo e criou algumas de suas obras mais icônicas, como Bolero, com música de Maurice Ravel, Missa para o tempo presente e O pássaro de fogo. Ao longo de sua carreira, trabalhou com grandes nomes da dança, entre eles Janine Charrat, Roland Petit e Martha Graham, e se destacou por evidenciar a figura masculina na dança. Béjart também dirigiu espetáculos de teatro, óperas e filmes e escreveu diversos livros. Em 2001, publicou Cartas a um jovem bailarino, no qual compartilha sua filosofia da dança e do processo criativo. Ao longo de sua carreira, Béjart desenvolveu uma abordagem filosófica e espiritual voltada para a dança fortemente influenciada pelo sufismo, tradição mística do Islã que valoriza a busca interior e a transcendência por meio da arte e do movimento. Para Béjart, a dança era uma forma de meditação em movimento, uma maneira de expressar o sagrado através do gesto.…

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In den Warenkorbhardcover. SOBRE O LIVRO Poucos romances atravessaram o tempo com a mesma envergadura e delicadeza de Maurice, de E.M. Forster, clássico que, após anos esgotado no Brasil, retorna ao país em edição de luxo, com tradução inédita de Antonio Farinaci. Escrita entre 1913 e 1914, mas publicada apenas postumamente em 1971, a obra tornou-se um marco da literatura mundial por sua ousadia, lirismo e pela coragem de imaginar um desfecho diferente para a homossexualidade em um tempo em que o amor entre homens era criminalizado e condenado ao silêncio. O que distingue Maurice de outras obras do período é sua recusa em seguir o caminho trágico reservado ao desfecho das narrativas homoeróticas. Enquanto outros romances encerravam suas histórias em suicídios, punições ou renúncias dolorosas, Forster ousou imaginar um futuro no qual dois homens poderiam viver juntos não como exceção romântica, mas como algo concreto. Por isso, a obra é reconhecida como um dos primeiros grandes romances gays com final feliz, manifestação literária e política que ressoa até hoje, mais de cem anos após sua escrita. Em suas notas, o próprio Forster afirmou que escreveu o romance "para uma futura geração", acreditando que somente quando o mundo estivesse mais aberto seria possível partilhá-lo. O autor já era um dos nomes consagrados da literatura inglesa no início do século XX, por conta de clássicos como A Room with a View (Uma Janela para o Amor) e Howards End (Retorno a Howards End), mas acabou escondendo Maurice por medo de perseguição. No entanto, quando a obra foi publicada em 1971, depois de sua morte e da descriminalização da homossexualidade na Inglaterra, os editores deram voz ao que Forster havia intuído: Maurice não era apenas um romance, mas também um símbolo de resistência. A partir de então, E.M. Forster acabou se tornando um dos pilares da literatura queer ao lado de autores como Oscar Wilde e Virginia Woolf, e segue, mais de cinquenta anos depois, dialogando com os leitores contemporâneos que ainda reconhecem, em suas páginas, ecos das próprias lutas e conquistas. - SINOPSE A obra narra a vida de Maurice Hall, um jovem inglês de classe média-alta inglesa que, desde a adolescência, luta para conciliar os desejos de seu coração com as rígidas convenções da sociedade eduardiana. A história descreve a descoberta da sexualidade, seus encontros com amores possíveis e impossíveis e a busca incessante por viver de forma autêntica numa sociedade que insiste em negar essa possibilidade. A trama coloca em cena temas como a amizade, a repressão moral, a descoberta do desejo e a coragem de viver uma vida verdadeira. Entre as convenções da alta sociedade inglesa e a busca do desejo que desafiava as regras da época, o autor, E.M. Forster, constrói um romance de formação que incita uma reflexão sobre liberdade, identidade e amor. - SOBRE O AUTOR Edward Morgan Forster (18791970) foi um dos mais importantes escritores do século XX. Autor de romances, contos e ensaios, destacou-se pela crítica social e pelo olhar atento às contradições da sociedade britânica. Obras como A Room with a View (Uma Janela para o Amor), Howards End (Retorno a Howards End) e A Passage to India (Passagem para a Índia) consolidaram sua reputação literária. Homossexual assumido apenas em círculos íntimos, Forster viveu boa parte de sua vida sob o peso da repressão social e legal. Ao escrever Maurice, deu forma ao que não podia ser vivido publicamente: uma história de amor entre homens capaz de resistir à tragédia. Publicado apenas após sua morte, o romance tornou-se símbolo da literatura queer moderna e um dos legados mais duradouros de Forster.…

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paperback. SOBRE O LIVRO Em 25 anos de trajetória, a Cia. da Revista lançou 22 espetáculos e dois shows, passou por duas sedes e teve diversas formações artísticas. Não só: o grupo teatral paulistano foi um dos responsáveis por revitalizar o teatro de revista, que embora tenha sido o gênero mais popular do Brasil décadas atrás, há tempos vinha sendo marginalizado pela crítica e pela academia. É essa história que o livro Cia. da Revista 25 anos se propõe a contar. Escrita pelo ator, diretor, pesquisador e integrante da companhia João Victor Silva, a obra revisita as quase três décadas de carreira do grupo, desde sua fundação em 1997 pelo ator, diretor, cenógrafo e figurinista Kleber Montanheiro ao lançamento do musical João, em junho de 2025. De forma leve e envolvente, a jornada é narrada de forma cronológica, quadro a quadro, passando por cada espetáculo da companhia, entre eles A cor de Rosa, Kabarett, Ópera do malandro e Tatuagem. A narrativa entrelaça a história da Cia. da Revista à história do próprio teatro brasileiro e, entre uma série de fotografias, recortes de jornal e letras de músicas, destaca os desafios enfrentados pelos artistas da cena no país. Apesar de todos os entraves, a Cia. da Revista emergiu como força resistente e fez história ao combinar o teatro de revista a uma postura irreverente e um olhar crítico sobre a contemporaneidade. A consagrada pesquisadora Neyde Veneziano, também madrinha da companhia, assina o prefácio, em que relembra o primeiro encontro com Montanheiro e a potencialidade que a Cia. da Revista exalava já nos primeiros anos de percurso: "Muito além da fala, do canto e das antigas e ingênuas coreografias, esse teatro, proposto pelos jovens da Cia. da Revista, desmontaria sólidas regras e seguiria ao encontro de novas e modernas formas de expressão popular". Cia. da Revista 25 anos parte de uma pesquisa que não apenas constitui um registro histórico, mas também uma importante contribuição para os estudos sobre o teatro de revista na contemporaneidade. Trata-se de uma verdadeira celebração àqueles que nunca deixaram de acreditar no teatro brasileiro, em todas as suas formas. - SINOPSE Cia. da Revista 25 anos narra a trajetória do grupo de teatro de revista paulistano fundado em 1997, pelo ator, diretor, cenógrafo, figurinista e iluminador Kleber Montanheiro. A partir da cronologia dos 22 espetáculos lançados pela companhia de A cor da Rosa (1995) a João (2025) , a história relembra momentos como a primeira festa de arrecadação de recursos, a chegada dos grandes musicais à la Broadway no país, a vivência nas duas casa onde o grupo se estabeleceu incluindo a reforma que os próprios integrantes realizaram na antiga funilaria que se tornaria a sede atual , as estratégias de sobrevivência durante a pandemia de covid-19 e a retomada pós isolamento, com o lançamento da trilogia Conexão São Paulo-Pernambuco, que incluiu o estrondoso Tatuagem (2022). O livro destaca a revitalização do teatro de revista empreendida pela Cia. da Revista e o constante entrelaçamento das temáticas abordadas nos espetáculos aos acontecimentos da realidade brasileira, além de contextualizar a atuação do grupo na história do teatro no país, destacando os desafios vividos pelos artistas da cena. - SOBRE O AUTOR João Victor Silva nasceu em São Paulo, em 1996. É bacharel, mestre e doutorando em letras pela Universidade de São Paulo, onde pesquisa as relações entre o teatro musical estadunidense e o teatro de revista brasileiro. É ator e diretor e integra a Cia. da Revista desde 2021.…

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paperback. SOBRE O LIVRO Em 25 anos de trajetà ria, a Cia. da Revista lançou 22 espetáculos e dois shows, passou por duas sedes e teve diversas formações artÃsticas. Não sà : o grupo teatral paulistano foi um dos responsáveis por revitalizar o teatro de revista, que embora tenha sido o gênero mais popular do Brasil dà cadas atrás, há tempos vinha sendo marginalizado pela crÃtica e pela academia. à essa histà ria que o livro Cia. da Revista â" 25 anos se propõe a contar. Escrita pelo ator, diretor, pesquisador e integrante da companhia João Victor Silva, a obra revisita as quase três dà cadas de carreira do grupo, desde sua fundação em 1997 pelo ator, diretor, cenà grafo e figurinista Kleber Montanheiro ao lançamento do musical João, em junho de 2025. De forma leve e envolvente, a jornada à narrada de forma cronolà gica, quadro a quadro, passando por cada espetáculo da companhia, entre eles A cor de Rosa, Kabarett, Ã"pera do malandro e Tatuagem. A narrativa entrelaça a histà ria da Cia. da Revista à histà ria do prà prio teatro brasileiro e, entre uma sà rie de fotografias, recortes de jornal e letras de músicas, destaca os desafios enfrentados pelos artistas da cena no paÃs. Apesar de todos os entraves, a Cia. da Revista emergiu como força resistente e fez histà ria ao combinar o teatro de revista a uma postura irreverente e um olhar crÃtico sobre a contemporaneidade. A consagrada pesquisadora Neyde Veneziano, tambà m madrinha da companhia, assina o prefácio, em que relembra o primeiro encontro com Montanheiro e a potencialidade que a Cia. da Revista exalava já nos primeiros anos de percurso: âMuito alà m da fala, do canto e das antigas e ingênuas coreografias, esse teatro, proposto pelos jovens da Cia. da Revista, desmontaria sà lidas regras e seguiria ao encontro de novas e modernas formas de expressão popularâ. Cia. da Revista â" 25 anos parte de uma pesquisa que não apenas constitui um registro histà rico, mas tambà m uma importante contribuição para os estudos sobre o teatro de revista na contemporaneidade. Trata-se de uma verdadeira celebração Ãqueles que nunca deixaram de acreditar no teatro brasileiro, em todas as suas formas. - SINOPSE Cia. da Revista â" 25 anos narra a trajetà ria do grupo de teatro de revista paulistano fundado em 1997, pelo ator, diretor, cenà grafo, figurinista e iluminador Kleber Montanheiro. A partir da cronologia dos 22 espetáculos lançados pela companhia â" de A cor da Rosa (1995) a João (2025) â", a histà ria relembra momentos como a primeira festa de arrecadação de recursos, a chegada dos grandes musicais à la Broadway no paÃs, a vivência nas duas casa onde o grupo se estabeleceu â" incluindo a reforma que os prà prios integrantes realizaram na antiga funilaria que se tornaria a sede atual â", as estratà gias de sobrevivência durante a pandemia de covid-19 e a retomada pà s isolamento, com o lançamento da trilogia Conexão São Paulo-Pernambuco, que incluiu o estrondoso Tatuagem (2022). O livro destaca a revitalização do teatro de revista empreendida pela Cia. da Revista e o constante entrelaçamento das temáticas abordadas nos espetáculos aos acontecimentos da realidade brasileira, alà m de contextualizar a atuação do grupo na histà ria do teatro no paÃs, destacando os desafios vividos pelos artistas da cena. - SOBRE O AUTOR João Victor Silva nasceu em São Paulo, em 1996. à bacharel, mestre e doutorando em letras pela Universidade de São Paulo, onde pesquisa as relações entre o teatro musical estadunidense e o teatro de revista brasileiro. à ator e diretor e integra a Cia. da Revista desde 2021.…

Homem com homem: poesia homoerótica brasileira no século XXI
Renato, Negrão; Carrias, Eleazar; Domeneck, Ricardo; Mantovani, Rafael; Junqueira, Marcio; Mikail, Régis; Alves, Moisés; Tirelli Neto, Ismar; Cardoso, Maykson; Campos, Otávio; Amorim, Rafael; Barreto, Matheus Guménin; Gallego, Thiago; Mallmann, Francisco; Costa, Marcos Samuel; Squella, Victor; Cunha, Leonam; Valmobida, Eduardo; Romão, Caetano; da Silva, Alan Cardoso; Prado, Wallace
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paperback. SOBRE O LIVRO A antologiaHomem com homemapresenta mais de 130 poemas de expoentes dapoesia homoerótica brasileirapublicados nos últimos 25 anos. Com organização de Ricardo Domeneck vencedor do Prêmio Jabuti de Poesia e do Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional em 2024 , a obra convida 21 poetas nascidos entre 1968 a 2000 a publicar sua lírica.São eles:Renato Negrão (MG), Eleazar Carrias (PA), Ricardo Domeneck (SP), Rafael Mantovani (SP), Marcio Junqueira (BA), Régis Mikail (SP), Moisés Alves (BA), Ismar Tirelli Neto (RJ), Maykson Cardoso (MG), Otávio Campos (MG), Rafael Amorim (RJ), Matheus Guménin Barreto (MT), Thiago Gallego (RJ), Francisco Mallmann (PR), Marcos Samuel Costa (PA), Victor Squella (RJ), Leonam Cunha (RN), Eduardo Valmobida (SP), Caetano Romão (SP), Alan Cardoso da Silva (RJ) e Wallace Prado (PR). Os poemas, diversos em linguagem e estilo, exploram a homoafetividade masculina e conferem voz ao desejo em seus múltiplos matizes. Os textos são acompanhados porretratos, polaroides, ilustrações eassemblagesdos fotógrafos Paul Mecky (Alemanha), Eugen Braeunig (Alemanha), Lucas Bihler (França), Nino Cais (Brasil) e Marcelo Amorim (Brasil), que, em uma narrativa paralela, ilustram a sensualidade desse universo de beleza, perigo, encantamento e transgressão. Mais três textos complementam a antologia: uma apresentação do organizador Ricardo Domeneck, um prefácio afetivo do escritor José Silvério Trevisan e um posfácio do pesquisador Guilherme de Assis, que destaca o homoerotismo como uma experiência e uma vivência que atravessa o corpo de forma visceral. "O primeiro homem descobriu ao seu lado um outro homem e sentiu seu corpo transtornado por um frêmito inexplicável."João Silvério TrevisanHomem com homem, prefácio, p.22 - SINOPSE Tal como Catulo, Abu Nuwas, Kaváfis, Pasolini, poetas imensos que se dedicaram ao amor, ao corpo e aos encontros homoeróticos , os autores brasileiros e contemporâneos que figuram nesta antologia seguem a tradição. Em sua poesia, rompem com paradigmas, vergonhas e receios de um passado não tão distante, quando expor a orientação sexual e escrever de forma cifrada ou no sigilo era algo temerário. Os mais de 130 poemas deHomem com homemnos conduzem por uma verdadeira incursão pelo imemorialuniverso homoerótico masculino. De diferentes estilos, as poesias brincam com as palavras, invertem sintaxes e exploram imagens, ritmo e musicalidade para revelar ao leitor a união carnal de dois corpos (ou até mais, por que não?) que se desejam. Desejo este que sobrevém como ato de resistência e celebração em um contexto sociopolítico em que os direitos LGBTI+ ainda são contestados e revogados em muitos países. No prefácio,José Silvério Trevisancontextualiza esse cenário, relembrando de forma poética um histórico de censuras e apagamentos: "Nesse longo percurso que mesclava paixão evia crucis, um número incalculável de obras ficaram esquecidas, perdidas ou destruídas para sempre. Nas mais diversas instâncias e linguagens poéticas, os séculos viveram todo tipo de apagamento do amor desviante." No posfácio,Guilherme de Assisfaz, por sua vez, um recorte literário desse histórico e examina o caminho percorrido, elencando compilações LGBTI+ anteriores que, como agora, servem como forma de permanência e resistência. - SOBRE OS AUTORES Soborganização de Ricardo Domeneck, escritor vencedor do Prêmio Jabuti de Poesia e do Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional em 2024, a antologiaHomem com homem: poesia homoerótica brasileira no século XXItraz poemas de21 poetasnascidos entre 1968 a 2000. São escritores das cinco regiões do Brasil e que na obra aparecem dispostos de acordo com sua data de nascimento, evidenciando o recorte temporal da seleção. São eles:Renato Negrão (MG), Eleazar Carrias (PA), Ricardo Domeneck (SP), Rafael Mantovani (SP), Marcio Junqueira (BA), Régis Mikail (SP), Moisés Alves (BA), Ismar Tirelli Neto (RJ), Maykson Cardoso (MG), Otávio Campos (.…