Uma carta registrada chegou à casa dos pais dele, em Brasília. Ele estava a dez mil quilômetros dali. Quando a carta foi aberta, a empresa que ele passou três anos ajudando a construir já tinha começado a apagá-lo.
Morrer de Sucesso é o relato, por dentro, de uma exclusão societária, contado pelo cofundador que a viveu. A SwiftSeat venceu quase todas as competições que disputou e quebrou mesmo assim. O reconhecimento que a fazia parecer inevitável foi o mesmo que a esvaziou por dentro.
Este não é um acerto de contas nem uma história arrumada de vilões e vítimas. É um registro forense e sem concessões de como embalo, bajulação e boa-fé podem reescrever uma empresa em silêncio, até excluir justamente as pessoas que a construíram. E da parte que um dos próprios fundadores teve ao deixar acontecer.
Para quem já disse "sim" antes de a papelada chegar, ficou até tarde e deu mais do que devia, o livro faz a pergunta mais difícil por baixo dos destroços: não só o que deu errado, mas por que pareceu tão certo por tanto tempo.
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