Poeta e político português nascido em 1850 em Freixo de Espada à Cinta (Trás-os-Montes) e falecido em 1923 em Lisboa Guerra Junqueiro é entre nós o mais vivo representante de um romantismo social panfletário influenciado por Vítor Hugo e Voltaire. Oriundo de uma família de lavradores abastados tradicionalista e clerical é destinado à vida eclesiástica chegando a frequentar o curso de Teologia entre 1866 e 1868. Licenciou-se em Direito em Coimbra em 1873 durante um período que coincidiu com o movimento de agitação ideológica em que eclodiu a Questão Coimbrã. Nessa cidade convive de perto com o poeta João Penha em cuja revista literária |A Folha| faz a sua estreia literária. Durante a sua vida combina as carreiras administrativa (exercendo a função de secretário dos governos civis de Angra do Heroísmo e de Viana do Castelo) e política (sendo eleito por mais de uma vez deputado pelo partido progressista) com a lavoura nas suas terras de Barca de Alva no Douro. Nos anos oitenta participa nas reuniões dos|Vencidos da Vida| juntamente com Oliveira Martins Ramalho Ortigão Eça de Queirós e António Cândido entre outros. Reage ao Ultimato inglês de 1890 com o livro de poesias|Finis Patriae| altura em que se afasta ideologicamente de Oliveira Martins confiando na República como solução para os males da sociedade portuguesa. Entre 1911 e 1914 assume o cargo de Ministro de Portugal na Suíça. Na fase final da sua vida retira-se para a sua propriedade no Douro assinalando-se então uma viragem na sua orientação poética que se volta para a terra e para "os simples" como atestam as suas últimas obras:|Pátria|(1896) ainda satírica mas já de inspiração saudosista e panteísta;|Os Simples|(1892) - um hino de louvor à terra de uma poesia que evoca a sua infância impregnada de saudosismo de recordações calmas e consoladoras e onde se sente uma grande ternura pela correspondente paisagem social;|Oração ao Pão|(1903) e|Oração à Luz|(1904) estas enveredando por trilhos metafísicos.|O anticlericalismo que em vida lhe granjeou o escândalo e a fama o estilo arrebatado vibrante apoiado na formulação épica do verso alexandrino de influência huguana contribuíram para a apreciação do crítico Moniz Barreto: "Quando se procura a fórmula do espírito de Guerra Junqueiro acha-se que ele é muito mais orador que poeta e que tem muito mais eloquência que imaginação."|Poeta panfletário confidencial satírico e também religioso o seu valor foi contestado na década de 20. No entanto os seus defensores nunca deixaram de acreditar na sua genialidade como satírico e como lírico.|Guerra Junqueiro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora 2003-2008.
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